quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Viver a Vida

Vejo essa galera mais nova que eu gastando tempo, paciência e energia discutindo certas coisas que fico até cansado por eles. O que é verdade, o que não é verdade; o que é o certo, o que é o errado; o que é relativo, o que não se relativiza de maneira alguma. Talvez eu esteja velho, ou seja um velho, ou as duas coisas. Tanto faz, com o tempo a gente vai percebendo, como Alberto Camus, que só há um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio. Entender se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma questão fundamental. O resto - se o mundo tem ou não três dimensões, se existe um estado intermediário, se o mundo foi originado por uma explosão nonsense - pode ficar para depois.

Digo isto pelo fato de só agora entender que viver é o principal. A existência precisa de um sentido, e a morte de um sentido maior ainda, senão não passa de ilusão, vaidade, bolha de sabão. Não que eu queira ensinar algo sobre paixão, moderação, sentido, existência, liberdade e/ou outras coisas. É que eu nunca vi ninguém morrer por algum argumento ontológico (ou por um suco de uva). Galileu, (e só para ficar nesse exemplo) que comprovou uma verdade científica importantíssima, se desfez dela com a maior tranquilidade assim que sua vida passou a correr perigo. Em certo sentido, fez bem. Essa verdade não valia o risco da fogueira. Ele raciocinou e chegou, com toda razão, a perfeita conclusão que é profundamente indiferente se a Terra ou o Sol gira em redor do outro.

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Volto a postar por aqui depois de um longo período. Garanto a vocês que valeu a pena ficar sem postar. Mesmo estando esse tempo todo no limbo, tentei pipocar (boas) ideias no The New Yoki Times. Agradeço à galera, e em especial, ao grande editor Pércio, pela confiança e pelo convite, e à Ana Clara, por quase diariamente cobrar um texto para cá.

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Aconteceu tanta coisa nesse período que nem rola mais eu escrever aqui. Só recomendo, além do Yoki, o blog do Netto, para os adoradores de Picanha Suína; para quem gosta de milhões de pensamentos, o blog da Gabi; e para quem gosta de aventuras, a melhor vista do ponto de todos os tempos da Terra de Babel. Só uma coisa continua a mesma: não me siga. (ainda) Não estou no twitter.

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Eu morreria por você
Na guerra ou na paz

Eu morreria por você
Sem saber do que sou capaz

(Kid Abelha, Mudança de Comportamento, MTV Acústico Ao Vivo)

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Thriller

Talvez seja apenas impressão minha, mas o modo em que nos relacionamos com Deus é que indica a maneira que encaramos a nossa vida. Sem generalizações, banalizações e/ou padronizações. Estar na chuva é algo que acontece com qualquer um, mas a maneira como reagir à chuva é diferente: quem se relaciona com Deus age de uma maneira; quem não se relaciona, age de outra. Quem não ora não se difere de quem não ora; é um ateu não-confessional. A vida segue, as situações acontecem e seu comportamento vai depender da sua proximidade ou não com Deus. Prático e complexo assim. Servir a Deus requer uma resposta. Positiva ou negativa. Não responder é uma resposta. E isso tem influência sobre viver.

Não tem muito a ver com ritos religiosos. Com proibições ou negações, oferendas e sacrifícios. Tem a ver com caráter e postura. Tem a ver com o sentimento de querer que Deus fique feliz com os comportamentos que tenho. Tem a ver com ter humildade de admitir excessos e erros, e não com 'respostas à ideologias religiosas'.

É uma opção de escolha. Eu escolho viver com Deus, e a responsabilidade e os compromissos que são vitais a esse relacionamento, ou eu escolho não viver com Deus. É impossível viver uma vida cristã sem regras. Quem acha que vive assim, vive na escuridão, e não conhece a profundidade e a seriedade que isso representa. Quem vive assim, vive uma vida cristã fantasiosa. A vida não é uma jukebox, que a gente vai dançando conforme a música. A vida não é um parque de diversões, e querer viver uma Terra do Nunca, é escolher viver uma vida de mentira e ter um fim no mínimo melancólico; por passar a vida inteira vivendo algo que nunca se viveu.


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Ok, o Brasil ganhou de virada, e tal. Mas uma coisa ficou estranha: aí onde você mora alguém foi pra janela gritar 'é campeão!'?

Essa é uma das características mais marcantes da era Dunga: os jogadores comemoram mais que a torcida. Nem o Galvão Bueno comemora mais como antigamente...


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Para alegria do mundo, junho está no fim. Porém, não nos deixa de aprontar mais uma: a turnê do fim do mundo aterrisou ontem em Tegucigalpa.

Depois de um junho como esse, nada melhor partirmos pro segundo semestre.


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If you should ever find someone new
I know he'd better be good to you
'Cause if he doesn't
I'll be there
I'll be there

(The Jackson 5, I'll be there, live at International Tour in Paris)


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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu vou viver uma virada

Havia se mudado para a capital nas férias. Queria estar totalmente adaptado e ter um emprego quando as aulas começassem. Estava com medo do que a vida o ofereceria, mas tinha certeza de estar no lugar certo e na hora certa.

Estava voltando da igreja no domingo a noite. Eram nove, nove e pouco. Sua casa ficava relativamente longe do templo. Foi alertado por alguém para não morar naquele lugar, por ser perigoso. E realmente era perigoso. Tudo bem que ele nunca havia sido abordado por ninguém, mas era melhor nem arriscar. Por isso passou rápido e com a cabeça abaixada pelo rapaz preto. Mas não adiantou. O cara o chamou, porém ele fingiu não ter ouvido. O rapaz preto então chamou um pouco mais alto. Em resposta, ele gritou ainda mais alto, perguntando o que o preto queria, para mostar que era mais macho. Como resposta, ouviu um 'Fala direito comigo, rapaz. Encosta logo na parede e cala essa boca'. Frustrado, foi encostando no muro. 'Tem jeito não, ele é mais macho que eu'.

O marginal foi logo pedindo o dinheiro. 'Olha, eu não tenho dinheiro'. É engraçado que a maioria das pessoas nesses momentos não têm dinheiro. Riu da situação, o que deixou o ladrão mais nervoso. 'Tá de sacanagem comigo, né?' 'Não, não estou não; tenho aqui só o troco do ônibus.' O meliante ficou muito irritado, e foi logo dizendo pra ele se virar, que tinha que arranjar alguma coisa pra ele. Foi a deixa. Ele havia comprado uma bíblia na igreja, momentos antes. Mostrou a bíblia, dizendo que era a única coisa que tinha, mas era melhor que dinheiro. 'Tu tá me zuando, mané? Vai me dar um livro?' Explicou que então que era inclusive melhor que um livro: era a bíblia, e que era a porta de entrada para uma virada na vida que ele nem imaginava. 'Eu vou te roubar e você vem com bíblia, cara? Você é fogo. Como é que eu vou te roubar agora?'

Ele começou a falar ao rapaz como Deus poderia mudar a vida dele. E saíram dali, e foram caminhar, conversando. Ou conversar, caminhando. O fato é que o ladrão contou tudo sobre sua vida, seus medos, suas dificuldades. Ele então resolveu fazer o mesmo, contando sua história, de onde veio, porque estava ali. Chegaram em frente ao prédio do rapaz. Ele deu a bíblia ao ladrão, que chorando muito, o abraçou. Agradeceu, e disse que queria essa mudança de verdade. Porém, disse que precisava muito de dinheiro para aquela semana, e que ia procurar alguém para assaltar. Só não sabia como, com aquela bíblia na mão.

Ainda não estava preparado para grandes mudanças. Ainda não.


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Já tem muito garoto querendo ser jornalista só para não precisar estudar quando crescer.


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Esse texto foi um pedido do Velbert. Na verdade, eu pedi a ele um tema, e ele pediu que eu escrevesse um texto sobre isso. Só acho que não era bem isso que ele estava pensando.


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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Resenha

Gostava de pensar que a historia dos dois era um livro. Talvez daria uma boa estória, um bom conto. Se fosse livro, talvez fosse até um best seller, destes que acabam virando filme. Um bom filme, dependendo do diretor e sua sensibilidade para a estória. Poderia chegar até ao Oscar. Mas, por causa do conteúdo, poderia pertencer ao Index, criticado pelos falsos moralistas, e quem sabe até perseguido pela imprensa. Dali a 30 anos poderia virar um filme épico. Ou um filme fraquinho. Poderia, quem sabe.

O leitor precisaria estar muito atento, por que a estória teria muitas tramas paralelas. Alguns personagens que hoje parecem figurantes de uma hora para outra concorreriam com os protagonistas. Ela poderia ficar confusa. Mas é confuso, o relacionamento é confuso. Muito confuso. Não duvido deles às vezes perderem o rumo. A estória parece que perde o rumo, tem hora.

Mas é intensa. Curiosamente, eles se curtem de uma maneira muito intensa. Uma intensidade relacional, que acaba meio que os misturando. Já não sabia quem começou o que, só se sabia que não conseguiam mais pensar nos dois individualmente. Era os dois. Isso os levou a uma cumplicidade estranha, pois um participava (intensamente) da vida do outro. Isso não é muito comum, mas pra eles, era. Tá, não era comum pra eles, foi algo que se tornou. Eles se permitiram fazer parte da vida do outro.

Ultrapassaram um limite. Não se sabe da amizade, que levou a um estágio de irmãos, ou aquele da amizade para a paixão. Se descobriram apaixonados. Amando. Mas era uma paixão proibida. Eles sabiam disso. Evitavam admitir o que sentiam. Mas acabou explodindo, e vivendo o resultado da paixão às escondidas. Isso os aproximava mais, mas os afastava mais ainda. Era uma dicotomia: eram pressionadas pela vontade de ficar juntos, mas também pela consciência de estarem errados. Queriam continuar, mas se condenavam.

Isso os afastou. Os fez sofrer. Tentavam se justificar, dizendo que era melhor pro dois assim. E o engraçado é que eles conseguiam fazer isso sem as pessoas perceberem o grau de necessidade que um tinha do outro. Eram os amigos de sempre, a princípio. Mas tinha algo tão enraizado dentro deles, que eles não sabiam identificar o que era, e não conseguiam arrancar.

Se tornou um livro, e precisavam mudar o rumo da estória. Mas não conseguiam. Se não conseguiam, então a solução era dar um ponto final. Mas o que faziam era colocar reticências. Aquilo começou a consumir ambos, pois não sabiam quando o ponto final viria, e não estavam preparados para aquele final. E a vida deles nunca mais foi a mesma.

Gostava de pensar que a historia dos dois era um livro. Talvez daria uma boa estoria, um bom conto. Mas o máximo que conseguiu foi um post de blog.


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A Anvisa adverte: Ovo cru faz mal a saúde.
Isso quer dizer o seguinte: os gambás que mudem seus hábitos.


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Geralmente linko blogs com aqueles papinhos espirituais. Mas esse não: é em verso, e não tem aquela coisa filosófica de quem descobre a verdade epistemológica. Veja Palavras contra o vento, e perceba que nem o vento consegue carregar algumas em suas asas.


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Só eu sei o quanto é dolorido
Ter que ficar calado com você bem do meu lado
Só eu sei tudo o que eu faço
E quanto eu disfarço esperando para acontecer
(Merkanize, Tua Vontade, live at ANVER-SS 2009)


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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Somos quem podemos ser

"Sei de você. Sei dele. Em um dia. Nada mais que nomes."

O bilhete foi deixado por ela embaixo do telefone celular. Sabia que ele só veria o bilhete ali. Quando acordava, a primeira coisa que fazia era ver as horas no aparelho. Coisa de gente compulsiva.

Acordou. Estava frio, mas gostoso. Pensou que a cama estava cada dia maior. Queria ter alguém para abraçar quando acordasse. Riu de si; realmente estava ficando velho.

Levantou da cama, procurando o celular. Sempre deixava no chão, ao lado da cama. Mas dessa vez não estava lá. Tentou trazer à memória a noite anteirior, antes de deitar. Lembrou dos amigos em sua casa. Dela inquieta. Da pizza. Das brincadeiras. Das conversas.

Ela estava estranha há tempos. Com certeza, queria contar algo. Ele havia percebido, mas queria que ela definisse o tempo certo, estando preparada para conversar sobre o que a incomodava.

Ficou com preguiça de continuar procurando. Pegou o telefone e ligou para o celular. Voltou para o quarto; o toque vinha de lá. Estranhou por ele estar ao lado de um livro. Não se lembrava ter pego aquele livro na última noite. Desligou o aparelho, olhando as horas. Quinze para as sete, sempre quinze para as sete. Não teria percebido o bilhete se ele não tivesse voado para o chão. Um pedacinho de folha de caderno. Reconheceu a letra dela. Leu atenciosamente o bilhete por três vezes. E riu. Um risinho de desdém. Ele havia contado. Legal, alguém sabia.

Tentou imaginar a confusão que deveria estar a mente dela. Mesmo assim, era fichinha se comparado à confusão que a dele havia se tornado. E pior: havia se conformado e assumido para si uma verdade que estava longe de poder ser considerada confiável. Sua feição mudou. Ela sabia, de fato; mas não compreendia a complexidade de todo o processo. Ficou aliviado. Não, ela não sabia. Se soubesse, não suportaria a pressão por saber.

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Este texto é um pedido da Ana Clara. Tudo bem que eu havia falado que entregaria na sexta. Mas como ela não é boa em cumprir prazos, resolvi atrasar, pra ela sentir na pele. E dedico o texto também a Faby, como parte do presente de aniversário! Felicidades sempre, Faby!

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Ontem eu acordei estranho. Mas a culpa não é minha. Maio foi estranho. Muito estranho. E depositei as minhas esperanças em junho. Porém, mal começou, e junho já derrubou um avião.

Resta saber quando os meses voltarão ao normal...

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The last time
You fall on me for anything you like
Your one last line
You fall on me for anything you like
And years make everything alright
You fall on me for anything you like
And I no I don't mind
(Keane, This Is The Last Time, live at 02 Arena Dvd)

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Carta de Rio Bonito

Nós, jovens batistas do Estado do Rio de Janeiro, reunidos no Congresso Juventude Ativa, na cidade de Rio Bonito-RJ, no dias 09-12 de Abril de 2009, nos manifestamos sobre a realidade social do nosso país.

Entendemos que a situação de injustiça social, pobreza, fome, desigualdades (raça, gênero, econômica etc.) corrupção, ofendem o caráter de nosso Deus - Justo, Santo, Salvador e Libertador - conforme revelado em sua Palavra (a Bíblia). Compreendemos que a vida e mensagem de nosso mestre e Senhor Jesus Cristo, que pregou e manifestou o Reino de Deus, foi revolucionária nos sentidos espiritual, moral e social. É em nome dEle e de Seu Reino que falamos.

A) REPUDIAMOS:
● A desigualdade social marcante no Brasil, porque fere os princípios do reino de Deus;
● A omissão da igreja de Cristo frente às necessidades sociais do país e a religiosidade vã e estéril desenvolvida em quatro paredes, que leva ao não desenvolvimento de projetos que visem mudar a realidade social ao redor da igreja local;
● Toda espécie de corrupção e falsidade nas relações sociais, sobretudo no campo político;
● As formas de exploração do ser humano como trabalho infantil e trabalho escravo. Também as condições de trabalho e renda que não garantem ao cidadão o sustento familiar, o direito ao lazer e às condições básicas de saúde;
● Todas as formas de preconceito e discriminação social, cultural, racial, econômica e de gênero;
● As diversas manifestações da violência praticadas em nossa sociedade: Física, sexual, psicológica, contra qualquer grupo populacional, sobretudo mulheres, crianças, adolescentes e idosos. Também a utilização de menores no tráfico de drogas;
● A destruição do nosso planeta e o mau uso dos nossos recursos naturais engendrados por forças produtivas estrangeiras e nacionais, que comprometem a vida da atual e das futuras gerações;
● A não efetividade dos direitos sociais garantidos na Constituição Federal Brasileira;
● O escândalo da presença da fome num país de grandes riquezas naturais (terras produtivas e farta condições de produção e distribuição de alimentos);
● A banalização da vida e insensibilidade em relação à morte, principalmente as previsíveis e evitáveis;
● O individualismo que acaba por alienar as pessoas frente às necessidades alheias e coloca em segundo plano o interesse coletivo;
● O evangelho interpretado e pregado como oferta de prosperidade, que não reflete a Justiça do Reino de Deus, alienando pessoas;
● A desvalorização da instituição família.

B) NOS COMPROMETEMOS A:
● Orar constantemente pela situação social de nosso país, pelas autoridades civis assim como pela liderança eclesiástica;
● Contagiar cada vez mais jovens a exercer a justiça social, utilizando nossas organizações de juventudes (JUBAS) locais e regionais como mobilizadoras de ações sociais nas cidades;
● Estarmos atentos às questões sociais e não ficarmos em silêncio - "O que me incomoda não é o grito dos maus e sim o silêncio dos cristãos", (parafraseando M. Luther King Jr.);
● Doar nossas vidas em prol do bem-estar social, físico, emocional e espiritual de nossos semelhantes a exemplo de Jesus Cristo, nosso Senhor e mestre, cuja vida entregou por todos os seres humanos;
● Preservar o meio ambiente de todas as formas possíveis;
● Buscar o bem comum ao invés de nossos próprios interesses em primeiro lugar; amando o próximo de forma prática. "Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade." (I Jo 3.18);
● Incentivar nossas igrejas a se aproximarem de suas comunidades locais, prestando serviço através de diálogos com instituições de saúde, educação, defesa de direitos etc.;
● A não sermos omissos, nem negligentes com o cumprimento de nossos direitos e deveres estabelecidos em lei;
● Sermos promotores da paz e da não violência onde estivermos;
● Identificar necessidades e demandas das comunidades em que vivemos e criar estratégias visando ao atendimento das mesmas;
● Buscar conscientizar pessoas, na igreja e comunidade local, sobre os problemas sociais através da realização de fóruns, debates e palestras sobre temáticas sociais;
● Sermos sempre éticos e verdadeiros nas nossas relações pessoais, familiares e profissionais;
● Lutar por manter esse compromisso que nasceu no congresso Juventude Ativa 2009.

SOMOS FILHOS DE DEUS! JOVENS QUE AMAM A JESUS E VAMOS LUTAR, ONDE ESTIVERMOS, POR PAZ, JUSTIÇA E VIDA.

"Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas JUSTIÇA, PAZ e ALEGRIA no Espírito Santo!" (Rm 14.17)

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Pra quem tinha dúvidas, este fim de semana serviu pra explicar a razão de chamar o Ronaldo de 'Fenômeno'. É incrível como a Vila Belmiro é sempre palco para gols históricos.

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Dizem por aí que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Deve ser por isso que tem tanta gente sem sal, passando por uma crise de identidade, com os olhos fechados. Por isso, conclamo meus amigos a postarem em seus blogs a Carta de Rio Bonito. Para que a gente faça um barulho silencioso, pra acordar quem está dormindo.

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"Sim, é claro que vocês são uma carta escrita pelo próprio Cristo e entregue por nós. Ela não foi escrita com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; ela não está gravada em placas de pedra, mas em corações humanos." (2 Co 3:3)

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Viciados em mediocridade

Foi o Nelson Rodrigues que disse que a unanimidade é burra. Penso que a Bíblia concorda com ele. É afirmação bíblica que o Reino de Deus é aquela pitada de fermento que leveda aquela quantidade gigante de massa. O Reino de Deus é a vitória do pouco sobre o muito, do pequeno feixe de luz sobre as trevas dominadoras que formam esse mundo.

Com o tempo, nós (como igreja) fomos perdendo esse referencial. Tudo relacionado a evangelho, evangélicos e ao nosso gueto religioso tem que ser macro, fantástico, incrível. O que é louvado é a estrutura, o prédio, as cadeiras, o som, o condicionador de ar, as janelas. Elevamos tudo o que é relacionado a nosso Deus ao espetáculo do entretenimento. Aí, o culto que a gente deveria oferecer a Deus, é avaliado como se fosse um programa de televisão. Nosso envolvimento com o Reino se transforma num acessório. Quase que uma gelatina, que não é bom nem ruim. Se tem é legal, se não tem, a gente nem sente falta. E o nosso relacionamento com Deus vai perdendo a lógica. Sim, pelo fato deste relacionamento ser baseado em ideias. Se tem ideias, tem lógica. A vivência dos negócios do Reino perdeu a lógica. E culpamos a hipocrisia evangélica, como se isso abonasse a nossa hipocrisia.

Esse tipo de coisa não se muda em debates ou posts de blogs. Apenas com ação. Igual aquela do fermento, sobre a massa de pizza.

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Pela arrancada que deu no segundo gol do Timão contra o São Paulo, Ronaldo está correndo com o tal difusor traseiro. Curiosamente, ainda faltam 1,8kg pra ele chegar ao peso ideal estipulado pela comissão técnica do Corinthians.

Quando faltarem uns 200 gramas, talvez dê até para fatiar.


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O fermento está começando a fazer efeito. Como? A Carta de Rio Bonito tá aí pra mostar isso. Porque a Igreja tem que ser relevante.

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Dedico este texto ao C. Victor, Richard, Henrique, Durock, Pércio e Ana Clara. Lembrando a música do Sting, acho que não estou sozinho em estar sozinho.

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