Vejo essa galera mais nova que eu gastando tempo, paciência e energia discutindo certas coisas que fico até cansado por eles. O que é verdade, o que não é verdade; o que é o certo, o que é o errado; o que é relativo, o que não se relativiza de maneira alguma. Talvez eu esteja velho, ou seja um velho, ou as duas coisas. Tanto faz, com o tempo a gente vai percebendo, como Alberto Camus, que só há um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio. Entender se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma questão fundamental. O resto - se o mundo tem ou não três dimensões, se existe um estado intermediário, se o mundo foi originado por uma explosão nonsense - pode ficar para depois.
Digo isto pelo fato de só agora entender que viver é o principal. A existência precisa de um sentido, e a morte de um sentido maior ainda, senão não passa de ilusão, vaidade, bolha de sabão. Não que eu queira ensinar algo sobre paixão, moderação, sentido, existência, liberdade e/ou outras coisas. É que eu nunca vi ninguém morrer por algum argumento ontológico (ou por um suco de uva). Galileu, (e só para ficar nesse exemplo) que comprovou uma verdade científica importantíssima, se desfez dela com a maior tranquilidade assim que sua vida passou a correr perigo. Em certo sentido, fez bem. Essa verdade não valia o risco da fogueira. Ele raciocinou e chegou, com toda razão, a perfeita conclusão que é profundamente indiferente se a Terra ou o Sol gira em redor do outro.
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Volto a postar por aqui depois de um longo período. Garanto a vocês que valeu a pena ficar sem postar. Mesmo estando esse tempo todo no limbo, tentei pipocar (boas) ideias no The New Yoki Times. Agradeço à galera, e em especial, ao grande editor Pércio, pela confiança e pelo convite, e à Ana Clara, por quase diariamente cobrar um texto para cá.
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Aconteceu tanta coisa nesse período que nem rola mais eu escrever aqui. Só recomendo, além do Yoki, o blog do Netto, para os adoradores de Picanha Suína; para quem gosta de milhões de pensamentos, o blog da Gabi; e para quem gosta de aventuras, a melhor vista do ponto de todos os tempos da Terra de Babel. Só uma coisa continua a mesma: não me siga. (ainda) Não estou no twitter.
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Eu morreria por você
Na guerra ou na paz
Eu morreria por você
Sem saber do que sou capaz
(Kid Abelha, Mudança de Comportamento, MTV Acústico Ao Vivo)
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